domingo, 15 de agosto de 2010

1 ano

Desde meio do ano passado meu tempo começou a ficar escasso e tive que reduzir bastante minha carga horária de treino. Em agosto do ano passado estava estudando de manha e a noite todo dia, dava para treinar tranquilo (estava super inspirado, tinha voltado do Encontro Brasil - França). Foi chegando final do ano tive que da uma diminuída no ritmo para estudar para o pism (vestibular seriado), depois disso, voltei a treinar como antes. Fiquei de final de dezembro até final de fevereiro treinando em um ritmo pesado, estava treinando praticamente todo dia, saia de casa de manha, almoçava na rua, treinava a tarde, sem hora pra voltar, tanto que minha melhor fase com o Parkour foi no mês de fevereiro desse ano (na época que o aqua e o sapo vieram aqui treinar).

Em março as aulas voltaram... todo dia de manha e a noite estudando, e ainda por cima em abril arranjei um estágio! Pois é, comecei a trabalhar de tarde! Saio de casa as 06:30 e volto as 22:30. No começo fiquei super feliz com estágio pois estou trabalhando com o que eu gosto. O tempo se passou e isso foi se desgastando, fiquei quase uns 3 ~ 4 meses sem treinar direito. Durante esse tempo fui ganhando peso, comecei a ficar gordinho (sim, foi dessa época!). fiquei acomodado com a situação, minha alimentação foi pro saco, estava comendo uns 2 pacotes de passatempo por dia! (sorte que sou vegetariano, se não, estava ferrado). Para piorar tudo eu ainda trabalho sentado.
Com isso tudo comecei a ficar desiludido com o Parkour... quando chegou a esse ponto, fui ficando preocupado, sempre tive medo de perder tudo que já consegui com ele. Depois de uma semana foi anunciado o Encontro Mineiro! Claro, pela situação, não pude deixar de ir (era uma das melhores chances de ver se minha vontade de treinar voltava a ser como antes). Fui e não me arrependi nem um pouco, sempre bom rever a galera toda! Pois é, a vontade voltou!
Treinei pesado durante duas semanas. Como alegria de pobre dura pouco, chegou o segundo semestre e com ele a a escola, curso e o estágio. Nessa volta eu não sabia se dava um tempo do Parkour ou se continuava treinando só que com um ritmo bem menor. Quando me peguei pensando nisso, me deu uma raiva imensa, não sei de onde eu tirei a possibilidade de parar com a melhor coisa que já fiz em minha vida! Obvio que escolhi a segunda opção, e estou nela até hoje. Treino físico todo dia de 23:00 horas até 00:00 (quando tenho prova, dou uma pausa) e final de semana vou para os treinos de rua. Sei que esse treino não é nada comparado ao que eu queria, mais é o que eu posso e vou treinar com tudo que eu tenho! estou lutando pra recuperar o corpo e a movimentação que tinha! e quem sabe voltar até melhor? haha
O que me motivou a continuar com o Parkour foram as amizades que fiz nesses três anos e meio. Obrigado a todos!
Atualmente voltei do Encontro Carioca, confesso que estou com vergonha de todo mundo que estava lá! principalmente de você, Duddu.

domingo, 16 de agosto de 2009

Meu Parkour?


Acho que já virou até clichê falar “meu Parkour”, né? Hoje em dia é a coisa mais comum de se ouvir... “meu Parkour é assim, meu Parkour é assado”. Mais esse Parkour que a pessoa tanto bate no peito e garante que é dela, será que é dela mesmo? Outra coisa fácil de notar e a movimentação dessas pessoas, todo mundo IGUAL! Só da pra ver movimentos novos se os de fora inovarem primeiro (não precisa ser exclusivamente os gringos). Não estou falando de inspiração, e sim de imitação. Inspiração acho que todo mundo tem que ter mesmo, sem ela muitos de nós não seriamos nem metade do que somos. Acho que o erro está a partir do ponto que essa tal “inspiração” começa a falar mais forte ao ponto de tomar a vida dessa pessoa, a e sim vai virar uma “Imitação”.

Estou fazendo esse texto com intuito de abrir a cabeça de alguns. Já passei por essa fase e queria compartilhar um pouco do que eu aprendi com ela. No início de 2009 eu estava bem perdido no Parkour, coisas que acontecem com qualquer um. Procurei me basear nessas minhas “inspirações”. Sempre gostei de um Parkour mais bruto, por isso me inspirei nas pessoas que tinha esse estilo. Treinei bastante com a mentalidade voltada para eles, com mais ou menos esse pensamento: “ah, movimentação dele é muito boa, se eu me movimentar que nem ele, eu vou ficar bom nesse quesito!”. No final quando me dei conta do que eu estava fazendo, vi meu corpo totalmente diferente, com a movimentação parecida, mais uma coisa que não era minha, uma coisa forçada (bem forçada), entendem? Uma coisa que me chamou bastante atenção foi a movimentação do Zico e do Millano da ultima vez que fui em São Paulo. Dava pra ver que aqueles movimentos realmente são deles, tudo com uma naturalidade incrível! Isso me inspirou bastante.

Atualmente estou treinando para achar o MEU verdadeiro Parkour, minha movimentação. Sem se basear em ninguém. Quero descobrir o que eu posso fazer por mim mesmo. Eu tava tendo essa conversa com o Christian outro dia e ele me disse uma coisa: “mais para você ter isso, você precisa ter o domínio do básico”. Meu outro erro foi pular essa fase do básico e querer já ir fazer coisas de um outro nível. Uma coisa que me inspira muito nesse aspecto é o Gustavo de Salvador, acho que todo mundo sabe o porque, né? Meus treinos atualmente estão voltados para o controle, equilíbrio, coordenação. O domínio do básico em si. E confesso que não estou com pressa nenhuma de sair disso, estão sendo os melhores treinos da minha vida! :D