Acho que já virou até clichê falar “meu Parkour”, né? Hoje em dia é a coisa mais comum de se ouvir... “meu Parkour é assim, meu Parkour é assado”. Mais esse Parkour que a pessoa tanto bate no peito e garante que é dela, será que é dela mesmo? Outra coisa fácil de notar e a movimentação dessas pessoas, todo mundo IGUAL! Só da pra ver movimentos novos se os de fora inovarem primeiro (não precisa ser exclusivamente os gringos). Não estou falando de inspiração, e sim de imitação. Inspiração acho que todo mundo tem que ter mesmo, sem ela muitos de nós não seriamos nem metade do que somos. Acho que o erro está a partir do ponto que essa tal “inspiração” começa a falar mais forte ao ponto de tomar a vida dessa pessoa, a e sim vai virar uma “Imitação”.
Estou fazendo esse texto com intuito de abrir a cabeça de alguns. Já passei por essa fase e queria compartilhar um pouco do que eu aprendi com ela. No início de 2009 eu estava bem perdido no Parkour, coisas que acontecem com qualquer um. Procurei me basear nessas minhas “inspirações”. Sempre gostei de um Parkour mais bruto, por isso me inspirei nas pessoas que tinha esse estilo. Treinei bastante com a mentalidade voltada para eles, com mais ou menos esse pensamento: “ah, movimentação dele é muito boa, se eu me movimentar que nem ele, eu vou ficar bom nesse quesito!”. No final quando me dei conta do que eu estava fazendo, vi meu corpo totalmente diferente, com a movimentação parecida, mais uma coisa que não era minha, uma coisa forçada (bem forçada), entendem? Uma coisa que me chamou bastante atenção foi a movimentação do Zico e do Millano da ultima vez que fui em São Paulo. Dava pra ver que aqueles movimentos realmente são deles, tudo com uma naturalidade incrível! Isso me inspirou bastante.
Atualmente estou treinando para achar o MEU verdadeiro Parkour, minha movimentação. Sem se basear em ninguém. Quero descobrir o que eu posso fazer por mim mesmo. Eu tava tendo essa conversa com o Christian outro dia e ele me disse uma coisa: “mais para você ter isso, você precisa ter o domínio do básico”. Meu outro erro foi pular essa fase do básico e querer já ir fazer coisas de um outro nível. Uma coisa que me inspira muito nesse aspecto é o Gustavo de Salvador, acho que todo mundo sabe o porque, né? Meus treinos atualmente estão voltados para o controle, equilíbrio, coordenação. O domínio do básico em si. E confesso que não estou com pressa nenhuma de sair disso, estão sendo os melhores treinos da minha vida! :D