domingo, 16 de agosto de 2009
Meu Parkour?
domingo, 19 de julho de 2009
Treino indireto, evolução indireta
Atualmente o que mais vejo nas comunidades de Parkour, são os seguintes tópicos:
• Qual esporte que mais ajuda mais no Parkour?
• Musculação ajuda ou atrapalha?
Provavelmente muitos Tracers vão responder: “Sim! qualquer atividade física vai te beneficiar no Parkour.” Concordo plenamente! Qualquer atividade física que seja vai te ajudar de alguma forma. Eu passei um bom tempo acreditando nisso, hoje em dia sei que não é bem assim. Teve um tempo que andei meio sem tempo, e muito desanimado com o Parkour, e resolvi testar esse lance de “treino indireto”. Comecei a treinar físico muito pesado, e comecei a treinar giros. Passei quase uns 2, 3 meses treinando e acreditando nesse método.O resultado disso foi que consegui um corpo muito forte, minha coordenação melhorou muito por conta dos giros, ganhei uma força abdominal muito boa comparada com a anterior (que era praticamente nula!). Agora olhando pelo lado do Parkour (movimentação), fiquei totalmente pesado (antes desse “treino indireto” eu pesava 69,5, atualmente estou com 79), minha coordenação em relação ao Parkour, ficou péssima! Perdi praticamente toda minha noção de espaço! Fiquei muito medroso. Foi mais ou menos como se tivesse ganhado um corpo “forte” e não sabia controla - lo. Escrevendo essa postagem lembrei da frase mais clichê de todas, “força não é nada sem controle”. É mais ou menos aonde eu quero chegar com essa postagem. Na minha ultima viagem que fiz para são Paulo, deu para abrir bastante cabeça para esse ponto. Na hora que eu fui fazer um sdb no carrão, o Mairus começou a rir de mim na hora que eu estava correndo para fazer o movimento, ele falo que eu corria muito pouco e só no final que eu explodia para fazer o sdb. E o mais incrível de tudo, é que na minha mente eu jurava por Deus que estava correndo em uma velocidade legal, ae quem vem à questão da consciência corporal. E fico muito grato por essa viagem, me ajudou horrores. Atualmente estou numa luta danada para recuperar a minha movimentação, ou melhor, criar uma. Esse lance de ganhar controle sobe seu novo corpo, é muito difícil! Estou me sentindo um touro fazendo precisão, hahaha. Mais nada que muito treino não resolva! :D
A conclusão que tirei disso tudo foi a seguinte:
• Toda atividade física beneficia sim o Parkour! Só não podemos esquecer dos nossos objetivos. Se o seu for o Parkour, coloque o em primeiro lugar na sua lista. E muito cuidado para não se perder no caminho, o preço a pagar é caro!
• Tente ao máximo fazer exercícios específicos possíveis. (claro que toda regra tem sua exceção)
- Quer melhorar seu climb? Vá climbar!
- Quer aumentar sua precisão? Vá treinar precisão!
Estou fazendo esta postagem com o intuito de mostrar um “erro” que cometi em meus treinos. Não estou colocando nenhuma informação com base científica, só estou postando a minha experiência.
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Em especial queria agradecer ao Pipolo que me ajudou horrores à descobrir esse meu erro. E pode apostar, vou me lembrar muito bem da ultima coisa que você me disse
Ícaro Iasbeck.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Questionário
Ícaro Iasbeck, 17 anos.
Há quanto tempo você pratica?
Conheci o Parkour em março de 2007. Vamos dizer que nessa data eu apenas “brincava de Parkour”. No início tudo era muito desorganizado, não tinha ninguém mais experiente para nos ensinar, aprendemos na marra. Só depois de viajar pelo Brasil, conversar com os Tracers (praticantes de Parkour) mais experientes, que comecei a entender o conceito do Parkour, que vai muito além de um simples salto. No mais se alguém me perguntar há quanto tempo eu treino, falo com orgulho dos meus 2 anos. Não excluo o meu início, pois acredito que aprendemos com nossos erros.
Como conheceu o esporte? e como foi o 1° contato?
Conheci o Parkour através de vídeos na internet, e alguns filmes. Procurei saber mais pelo Orkut, onde encontrei um pessoal que treinava. O primeiro treino foi uma coisa bem simples, todo mundo era iniciante... não me arrependo, se não fosse por aquele treino, não estaria onde estou.
Quem foi o responsável por trazer o Parkour para Juiz de fora? E quando trouxe?
Quando comecei já tinha uma galera que “treinava”. Com o tempo esse pessoal foi sumindo, restaram somente alguns integrantes que levavam a prática mais a sério. Nós nos juntamos, e formamos a Parkour Juiz de Fora. Com o grupo mais sério formado, começamos divulgar o Parkour da forma certa. É difícil falar quem trouxe, gosto de falar que os primeiros praticantes trouxeram a idéia, e o grupo Parkour Juiz de Fora concretizou a prática do Parkour na cidade.
Onde são os treinos?
Antigamente os treinos eram marcados na UFJF, praça cívica. Mais como a universidade está em reformas isso dificulta bastante os treinos. Atualmente estamos treinando em praças e locais públicos. Algum deles são: Mergulhão, Praça Meuquita e entre outras praças na cidade.
Qual idade indicada para a prática do Parkour?
Esse lance de idade é complicado. No Parkour não temos um livro de regras para seguir, esse livro é você quem faz. Quando nós estávamos dando treino de iniciante na UFJF já apareceram garotos de 10, 11 anos, como também rapazes de até 30, 35 anos. Não tem idade especifica para o Parkour. Na minha opinião, quanto mais novo melhor, a criança não tem muito aquele pensamento limitado, cheio de barreiras, ela ainda não foi infectada pela sociedade como um todo, onde tudo é proibido. Não que agente esteja quebrando barreiras, nós só estamos tentando mostrar que a pessoa é muito mais capaz do que ela imagina. No mais, quem quiser aparecer em um treino será muito bem vindo!
Existem campeonatos de parkour em Juiz de Fora?
Não. Esse lance de campeonato é um dos temas mais polêmicos que existem. O Parkour em si é uma atividade física aonde seu único adversário e você mesmo. Nele não temos essa “maldade” necessária no mundo de hoje, de querer ser melhor que o outro a qualquer custo. Mais como o Parkour está “aberto” para o mundo, não temos como impedir isso, mais cedo ou mais tarde vai acabar acontecendo. Temos consciência disso. Aqui em Juiz de Fora estamos trabalhando cada vez mais para passar o Parkour que nós aprendemos.
O seu Grupo já participou de algum evento para divulgar o parkour?
Nós já fizemos várias reportagens, entrevistas e eventos relacionados ao Parkour. Como a entrevista para o Jornal Tribuna de Minas e apresentação no Fashion Days, mais isso foi mais relacionada mais a mídia do que ao Parkour. O nosso único trabalho “Pró” Parkour foram os treinos de iniciantes na UFJF, totalmente voluntário. No mais, todos os nossos trabalhos estão disponíveis no nosso blog.
Para os interessados no esporte, quem eles devem procurar? Os treinos são pagos?
Quem quiser começar a treinar deve procurar o blog ou a comunidade no Orkut “Parkour Juiz de Fora”, lá que os treinos são marcados. Os treinos não são pagos.
Ícaro Iasbeck.
terça-feira, 24 de março de 2009
Seleção Natural
Esse ponto é o mais difícil. Várias pessoas desistem justamente nesse momento que a evolução começa a apertar, quantas vezes já vi pessoas treinando animadas, e chegam num determinado ponto, um pouco depois do seu ápice e desanimam. Acredito que seja pela falta de evolução mesmo. Para mim esse é o ponto de Seleção Natural! Pois isso que vai definir quem vai continuar a lutar, ou se vai desistir, seria mais ou menos um treino mental muito forte... ou você luta com tudo para recuperar essa vontade de ser monstro, ou desiste.Hoje entendo uma frase que o Blane falou: “Parkour não é para todos!”. Uma coisa bacana dessa fase também é que ela quase uma “transição” de treinamento, a fase que você já esta mais forte, e que seu antigo treino não tem mais efeito. Isso VOCÊ que vai ter que procurar, ainda mais com o Parkour que não tem um “programa de treino” perfeito, vária muito de pessoa para pessoa. Se a pessoa persistir na luta, garanto que ela vai voltar com uma cabeça muito mais forte, o que leva a uma evolução imensa.
Certa vez uma amigo me falou o seguinte: “Treino não é obrigação, eu so treino quando sinto vontade, para me sentir bem” (não lembro como ele falou, mais era nesse contexto). Concordo e discordo ao mesmo tempo. Se a pessoa tiver esse pensamento (pelo menos EU, MINHA visão) em uma fase difícil, acredito que ela vai acabar cedendo. É claro que treinar sem vontade é horrível, não rende... mais claro, a pessoa em uma fase dessas não vai ter vontade de treinar, ai sim cabe a pessoa se mexer para mudar isso! “A mudança começa de pequenos gestos”. Só de levantar da cadeira, e sair pro treino já está fazendo um treino mental, garanto que não vai ser inútil!
Tudo que falei foi experiência própria.Essas fases comigo aconteceram em ciclo, e ultimamente estou nessa fase difícil. Mais já estou vencendo! :D