domingo, 16 de agosto de 2009

Meu Parkour?


Acho que já virou até clichê falar “meu Parkour”, né? Hoje em dia é a coisa mais comum de se ouvir... “meu Parkour é assim, meu Parkour é assado”. Mais esse Parkour que a pessoa tanto bate no peito e garante que é dela, será que é dela mesmo? Outra coisa fácil de notar e a movimentação dessas pessoas, todo mundo IGUAL! Só da pra ver movimentos novos se os de fora inovarem primeiro (não precisa ser exclusivamente os gringos). Não estou falando de inspiração, e sim de imitação. Inspiração acho que todo mundo tem que ter mesmo, sem ela muitos de nós não seriamos nem metade do que somos. Acho que o erro está a partir do ponto que essa tal “inspiração” começa a falar mais forte ao ponto de tomar a vida dessa pessoa, a e sim vai virar uma “Imitação”.

Estou fazendo esse texto com intuito de abrir a cabeça de alguns. Já passei por essa fase e queria compartilhar um pouco do que eu aprendi com ela. No início de 2009 eu estava bem perdido no Parkour, coisas que acontecem com qualquer um. Procurei me basear nessas minhas “inspirações”. Sempre gostei de um Parkour mais bruto, por isso me inspirei nas pessoas que tinha esse estilo. Treinei bastante com a mentalidade voltada para eles, com mais ou menos esse pensamento: “ah, movimentação dele é muito boa, se eu me movimentar que nem ele, eu vou ficar bom nesse quesito!”. No final quando me dei conta do que eu estava fazendo, vi meu corpo totalmente diferente, com a movimentação parecida, mais uma coisa que não era minha, uma coisa forçada (bem forçada), entendem? Uma coisa que me chamou bastante atenção foi a movimentação do Zico e do Millano da ultima vez que fui em São Paulo. Dava pra ver que aqueles movimentos realmente são deles, tudo com uma naturalidade incrível! Isso me inspirou bastante.

Atualmente estou treinando para achar o MEU verdadeiro Parkour, minha movimentação. Sem se basear em ninguém. Quero descobrir o que eu posso fazer por mim mesmo. Eu tava tendo essa conversa com o Christian outro dia e ele me disse uma coisa: “mais para você ter isso, você precisa ter o domínio do básico”. Meu outro erro foi pular essa fase do básico e querer já ir fazer coisas de um outro nível. Uma coisa que me inspira muito nesse aspecto é o Gustavo de Salvador, acho que todo mundo sabe o porque, né? Meus treinos atualmente estão voltados para o controle, equilíbrio, coordenação. O domínio do básico em si. E confesso que não estou com pressa nenhuma de sair disso, estão sendo os melhores treinos da minha vida! :D

domingo, 19 de julho de 2009

Treino indireto, evolução indireta

Atualmente o que mais vejo nas comunidades de Parkour, são os seguintes tópicos:


• Qual esporte que mais ajuda mais no Parkour?

• Musculação ajuda ou atrapalha?


Provavelmente muitos Tracers vão responder: “Sim! qualquer atividade física vai te beneficiar no Parkour.” Concordo plenamente! Qualquer atividade física que seja vai te ajudar de alguma forma. Eu passei um bom tempo acreditando nisso, hoje em dia sei que não é bem assim. Teve um tempo que andei meio sem tempo, e muito desanimado com o Parkour, e resolvi testar esse lance de “treino indireto”. Comecei a treinar físico muito pesado, e comecei a treinar giros. Passei quase uns 2, 3 meses treinando e acreditando nesse método.O resultado disso foi que consegui um corpo muito forte, minha coordenação melhorou muito por conta dos giros, ganhei uma força abdominal muito boa comparada com a anterior (que era praticamente nula!). Agora olhando pelo lado do Parkour (movimentação), fiquei totalmente pesado (antes desse “treino indireto” eu pesava 69,5, atualmente estou com 79), minha coordenação em relação ao Parkour, ficou péssima! Perdi praticamente toda minha noção de espaço! Fiquei muito medroso. Foi mais ou menos como se tivesse ganhado um corpo “forte” e não sabia controla - lo. Escrevendo essa postagem lembrei da frase mais clichê de todas, “força não é nada sem controle”. É mais ou menos aonde eu quero chegar com essa postagem. Na minha ultima viagem que fiz para são Paulo, deu para abrir bastante cabeça para esse ponto. Na hora que eu fui fazer um sdb no carrão, o Mairus começou a rir de mim na hora que eu estava correndo para fazer o movimento, ele falo que eu corria muito pouco e só no final que eu explodia para fazer o sdb. E o mais incrível de tudo, é que na minha mente eu jurava por Deus que estava correndo em uma velocidade legal, ae quem vem à questão da consciência corporal. E fico muito grato por essa viagem, me ajudou horrores. Atualmente estou numa luta danada para recuperar a minha movimentação, ou melhor, criar uma. Esse lance de ganhar controle sobe seu novo corpo, é muito difícil! Estou me sentindo um touro fazendo precisão, hahaha. Mais nada que muito treino não resolva! :D


A conclusão que tirei disso tudo foi a seguinte:


• Toda atividade física beneficia sim o Parkour! Só não podemos esquecer dos nossos objetivos. Se o seu for o Parkour, coloque o em primeiro lugar na sua lista. E muito cuidado para não se perder no caminho, o preço a pagar é caro!


• Tente ao máximo fazer exercícios específicos possíveis. (claro que toda regra tem sua exceção)


- Quer melhorar seu climb? Vá climbar!

- Quer aumentar sua precisão? Vá treinar precisão!


Estou fazendo esta postagem com o intuito de mostrar um “erro” que cometi em meus treinos. Não estou colocando nenhuma informação com base científica, só estou postando a minha experiência.


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Em especial queria agradecer ao Pipolo que me ajudou horrores à descobrir esse meu erro. E pode apostar, vou me lembrar muito bem da ultima coisa que você me disse em São Paulo. “Vê se treina essa porra direito”.


Ícaro Iasbeck.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Questionário

Luis Filipe D. Fontes (estudante de comunicação da UFJF), me enviou um questionário sobre o Parkour em Juiz de Fora e algumas perguntas pessoais. Resolvi postar pelo fato das perguntas serem bem interessantes e bastante frequêntes.

Ícaro Iasbeck, 17 anos.

Há quanto tempo você pratica?

Conheci o Parkour em março de 2007. Vamos dizer que nessa data eu apenas “brincava de Parkour”. No início tudo era muito desorganizado, não tinha ninguém mais experiente para nos ensinar, aprendemos na marra. Só depois de viajar pelo Brasil, conversar com os Tracers (praticantes de Parkour) mais experientes, que comecei a entender o conceito do Parkour, que vai muito além de um simples salto. No mais se alguém me perguntar há quanto tempo eu treino, falo com orgulho dos meus 2 anos. Não excluo o meu início, pois acredito que aprendemos com nossos erros.

Como conheceu o esporte? e como foi o 1° contato?

Conheci o Parkour através de vídeos na internet, e alguns filmes. Procurei saber mais pelo Orkut, onde encontrei um pessoal que treinava. O primeiro treino foi uma coisa bem simples, todo mundo era iniciante... não me arrependo, se não fosse por aquele treino, não estaria onde estou.

Quem foi o responsável por trazer o Parkour para Juiz de fora? E quando trouxe?

Quando comecei já tinha uma galera que “treinava”. Com o tempo esse pessoal foi sumindo, restaram somente alguns integrantes que levavam a prática mais a sério. Nós nos juntamos, e formamos a Parkour Juiz de Fora. Com o grupo mais sério formado, começamos divulgar o Parkour da forma certa. É difícil falar quem trouxe, gosto de falar que os primeiros praticantes trouxeram a idéia, e o grupo Parkour Juiz de Fora concretizou a prática do Parkour na cidade.

Onde são os treinos?

Antigamente os treinos eram marcados na UFJF, praça cívica. Mais como a universidade está em reformas isso dificulta bastante os treinos. Atualmente estamos treinando em praças e locais públicos. Algum deles são: Mergulhão, Praça Meuquita e entre outras praças na cidade.

Qual idade indicada para a prática do Parkour?

Esse lance de idade é complicado. No Parkour não temos um livro de regras para seguir, esse livro é você quem faz. Quando nós estávamos dando treino de iniciante na UFJF já apareceram garotos de 10, 11 anos, como também rapazes de até 30, 35 anos. Não tem idade especifica para o Parkour. Na minha opinião, quanto mais novo melhor, a criança não tem muito aquele pensamento limitado, cheio de barreiras, ela ainda não foi infectada pela sociedade como um todo, onde tudo é proibido. Não que agente esteja quebrando barreiras, nós só estamos tentando mostrar que a pessoa é muito mais capaz do que ela imagina. No mais, quem quiser aparecer em um treino será muito bem vindo!

Existem campeonatos de parkour em Juiz de Fora?

Não. Esse lance de campeonato é um dos temas mais polêmicos que existem. O Parkour em si é uma atividade física aonde seu único adversário e você mesmo. Nele não temos essa “maldade” necessária no mundo de hoje, de querer ser melhor que o outro a qualquer custo. Mais como o Parkour está “aberto” para o mundo, não temos como impedir isso, mais cedo ou mais tarde vai acabar acontecendo. Temos consciência disso. Aqui em Juiz de Fora estamos trabalhando cada vez mais para passar o Parkour que nós aprendemos.

O seu Grupo já participou de algum evento para divulgar o parkour?

Nós já fizemos várias reportagens, entrevistas e eventos relacionados ao Parkour. Como a entrevista para o Jornal Tribuna de Minas e apresentação no Fashion Days, mais isso foi mais relacionada mais a mídia do que ao Parkour. O nosso único trabalho “Pró” Parkour foram os treinos de iniciantes na UFJF, totalmente voluntário. No mais, todos os nossos trabalhos estão disponíveis no nosso blog.

Para os interessados no esporte, quem eles devem procurar? Os treinos são pagos?

Quem quiser começar a treinar deve procurar o blog ou a comunidade no Orkut “Parkour Juiz de Fora”, lá que os treinos são marcados. Os treinos não são pagos.

Ícaro Iasbeck.

terça-feira, 24 de março de 2009

Seleção Natural

Pelo pouco tempo que treino, já deu para perceber que os números de iniciantes aumentam cada vez mais e a maioria desiste antes mesmo de viver o Parkour. Cheguei a conclusão obvia que mesmo no Parkour como na vida somos divididos em fases, vamos dar um exemplo:


Uma pessoa acaba de conhecer o Parkour. Uma coisa totalmente nova! Em sua primeira fase (quando ela começa a treinar) é uma maravilha, cada treino aprendendo coisas novas, vamos dizer que a evolução no começo é mais “fácil”. Isso é uma motivação e tanta para a pessoa, acredito que o ser humano é movido pela essa superação. Mais quem dera se tudo fosse tão fácil quanto no começo, alias, se fosse não ia ter graça! Com certo treino a pessoa já passa para outra fase, onde ela já está mais madura, pegando uma nova visão, uma vontade de evoluir imensa! Deixando tudo de lado e se dedicando somente ao Parkour, acredito que nessa fase que a pessoa chega no seu ápice (caramba, que saudade!). Depois disso nem tudo vem tão fácil, um simples treino que você realizava antigamente não vai trazer a mesma evolução, você vai perceber que deu uma pausa na evolução! Esse é o ponto que quero chegar!

Esse ponto é o mais difícil. Várias pessoas desistem justamente nesse momento que a evolução começa a apertar, quantas vezes já vi pessoas treinando animadas, e chegam num determinado ponto, um pouco depois do seu ápice e desanimam. Acredito que seja pela falta de evolução mesmo. Para mim esse é o ponto de Seleção Natural! Pois isso que vai definir quem vai continuar a lutar, ou se vai desistir, seria mais ou menos um treino mental muito forte... ou você luta com tudo para recuperar essa vontade de ser monstro, ou desiste.Hoje entendo uma frase que o Blane falou: “Parkour não é para todos!”. Uma coisa bacana dessa fase também é que ela quase uma “transição” de treinamento, a fase que você já esta mais forte, e que seu antigo treino não tem mais efeito. Isso VOCÊ que vai ter que procurar, ainda mais com o Parkour que não tem um “programa de treino” perfeito, vária muito de pessoa para pessoa. Se a pessoa persistir na luta, garanto que ela vai voltar com uma cabeça muito mais forte, o que leva a uma evolução imensa.

Certa vez uma amigo me falou o seguinte: “Treino não é obrigação, eu so treino quando sinto vontade, para me sentir bem” (não lembro como ele falou, mais era nesse contexto). Concordo e discordo ao mesmo tempo. Se a pessoa tiver esse pensamento (pelo menos EU, MINHA visão) em uma fase difícil, acredito que ela vai acabar cedendo. É claro que treinar sem vontade é horrível, não rende... mais claro, a pessoa em uma fase dessas não vai ter vontade de treinar, ai sim cabe a pessoa se mexer para mudar isso! “A mudança começa de pequenos gestos”. Só de levantar da cadeira, e sair pro treino já está fazendo um treino mental, garanto que não vai ser inútil!

Tudo que falei foi experiência própria.Essas fases comigo aconteceram em ciclo, e ultimamente estou nessa fase difícil. Mais já estou vencendo! :D

“Tem de acreditar que isso é só um momento, uma exceção. O que não pode é desistir. Volte à luta, insista e vença essa fase. Insista, insista. E quanto achar que não dá mesmo, aí você começa a persistir.” A semente da vitória - Nuno Cobra

quinta-feira, 5 de março de 2009

2 anos


Em março de 2007 (não lembro a data exata) comecei a “treinar” Parkour. No começo não tinha ninguém mais experiente para me ensinar o que é o Parkour, que pra mim era um simples esporte de pular mesa, tive que aprender na marra.
No meu primeiro mês de treino quebrei meu tornozelo esquerdo, 3 meses parado. Nessa época não fazia noção do condicionamento físico, só sabia “pular” e acredite, era ruim nisso! Mais era uma coisa que eu gostava, lembro de ir nos treinos de muleta pra ver os outros treinar. Sempre fui muito caseiro, com o Parkour isso mudou muito, não sou muito chegado a sair pra beber, em festa, etc... em vez disso prefiro dar uma treinada :D

Depois que melhorei do tornozelo continuei a mesma moda, mais pelo menos estava procurando melhorar, procurando informações, lendo blogs... isso tudo me levou a freqüentar as comunidades no Orkut que sou muito grato, pois foi um baita fator pra minha evolução, fiz amigos maravilhosos! Com isso tudo fui treinando, treinando, treinando... sempre fui muito desengonçado e medroso, ainda sou até hoje! Asuhdahsu

Lembro que em dezembro de 2007 teve um encontro no Rio de Janeiro, da Tobu. Eu e uns amigos fomos para esse encontro, pra mim foi maravilhoso! Conheci pessoas que só via em vídeos! Aproveitei muito! Mais o fator mais importante dessa viagem foi conhecer o pessoal do Rio, lembro que na época já conversava com o Sicuro pelo Orkut, e marquei de encontrar com ele pra treinar. Lá que realmente aprendi o que é o Parkour, aprendi a treinar, uma visão totalmente diferente do que tinha, vi o que eu fazia não era nada, simplesmente brincar... Voltei com uma visão totalmente diferente do assunto, com uma vontade de evoluir imensa! Passamos tudo o que aprendemos para pessoal daqui, foi incrível! Já no inicio de 2008 comecei a treinar a sério, sempre tive um pensamento: “se for fazer, faz direito” tanto que evoluiu para “Não seja mais um número, faça a diferença”.

Eu e o pessoal começamos a focar muito na força, tanto que ficamos muito forte comparado a nossa movimentação que por sinal era muito “presa”. Treinamos, treinamos e Treinamos! E finalmente teve resultado! No meio de 2008 voltamos para o Rio, voltamos muito mais fortes! Mais com uma visão muito pequena, Nós limitamos o Parkour. Lá treinamos com o pessoal do Rio, e com um pessoal de São Paulo (Zico, Mari e Isis). Vimos cada coisa de ficar de boca aberta! Conversamos muito com eles.

Em novembro fomos para a São Paulo / Virada Esportiva 08. Puta merda, o melhor de todos! Vi pessoas que já conhecia a anos de internet! Treinei com os Tracers mais experientes do Brasil, peguei outra visão, sempre inovando! Tanto que de novembro a dezembro, dei um pulo na minha evolução! Nem eu mesmo me reconhecia. Minha ultima viagem foi pro Rio pra passar o ano novo. Isso vicia!

Aprendi muita coisa esses 2 anos, mais sinto que falta muita coisa ainda. Quanto mas eu treino mais dúvidas aparecem.

Agradeço de coração ao pessoal do Rio, São Paulo, Campinas e todos que me ajudaram na minha jornada. Em especial Sicuro, Bacon, Cachorrão, Ouriço, Pipolo, Duddu, Edi, Beto, Zico, Mari, Isis... E é claro ao povo do Parkour Juiz de Fora! sou grato a todos! (Christian, Luciano, Bola, Bruno, Edie).

Atualmente não estou na minha melhor fase com o Parkour, mais isso é passageiro! "Não Seja um número, faça a diferença!” :D 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Advance Parkour Roll Tutorial [legendado]

Já faz algum tempo que venho carregando um sério problema, meu rolameto.

Meu rolamento nunca foi perfeito, mais dava pra rolar tranquilamente. Até que um dia realmente precisei rolar se não ia de cara no chão, rolei... mais foi o pior rolamento da minha vida! Bati o osso do quadril com tanta força que fiquei até tonto. Apartir dae fiquei com trauma de rolar (tenho um pouco até hoje). Depois disso procurei vários tutorias, e finalmente encontrei um que resolveu meu problema. "Advance Parkour Roll Tutorial", na minha opnião é o melhor tutorial de rolamento que já encontrei, me ajudou e muito. Resolvi legendar ele, espero ter ajudado! :D